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Carnaxide, Lisboa

DP-700: como gerir políticas de partilha e acesso em Workspaces do Fabric

João Barros 29 de October de 2026 4 min de leitura

Vou ensinar como gerir políticas de partilha e controlo de acesso a Workspaces no Microsoft Fabric — uma competência prática do DP-700 que garante que os utilizadores acedem apenas aos dados e conteúdos apropriados. No exame e na prática real, compreender identidades, permissões e modelos de partilha é crucial para proteger pipelines, modelos e relatórios.

O que precisas de saber

Workspaces em Fabric agrupam assets (datasets, reports, pipelines, notebooks). A gestão de acesso envolve três conceitos principais: identidades e roles (Azure AD, grupos), permissões ao nível do Workspace e políticas de partilha externa. Exemplo: queres que a equipa de análise crie pipelines, mas que apenas a equipa de reporting publique relatórios. Para isso usas roles distintas (Owner, Member, Contributor, Viewer) e, quando necessário, grupos do Azure AD para atribuições em massa.

Como funciona

Os passos gerais para implementar políticas de acesso e partilha são:

  1. Inventariar assets e classificar sensibilidade — saber o que precisa de restrição.
  2. Mapear identidades e funções — listar utilizadores e grupos do Azure AD e definir as roles necessárias.
  3. Aplicar permissões no Workspace — atribuir roles a grupos/identidades ao nível do Workspace ou do asset.
  4. Configurar partilha externa e links — controlar se os assets podem ser partilhados fora da organização e gerir expirations/elevations.
  5. Auditar e rever — usar logs e activity insights para validar acessos e ajustar políticas.

Exemplo prático: configurar um Workspace para uma equipa de Data Engineering e outra de Business Intelligence.

# Passos (resumo)
1. Criar grupos no Azure AD: DataEng_Group, BI_Group
2. Criar Workspace em Fabric: "SalesAnalytics"
3. Atribuir DataEng_Group como Contributor (pode criar pipelines e datasets)
4. Atribuir BI_Group como Viewer ou Member (acede a datasets e cria reports)
5. Restringir download/partilha externa em datasets sensíveis
6. Habilitar logging e rever mensalmente

Na prática

Passo-a-passo prático e comandos úteis (conceito — a interface gráfica também permite estas ações):

  1. Criar e usar grupos Azure AD: cria grupos para funções (por exemplo, DataEng_Group). A vantagem é gerir permissões centralmente sem editar cada Workspace.
  2. Atribuir roles no Workspace: no portal Fabric, vai ao Workspace > Settings > Access. Adiciona o grupo e escolhe a role (Owner, Member, Contributor, Viewer). Member permite criar reports; Contributor permite modificar assets; Owner gere permissões.
  3. Permissões ao nível de asset: para datasets sensíveis, altera permissões no asset específico para impedir downloads ou partilha. Isto é útil quando membros precisam de ver/usar o dataset mas não de exportá-lo.
  4. Partilha externa: ao partilhar via link, selecciona opções como expirar o link ou exigir autenticação. Para dados regulados, bloqueia a partilha externa por política do Workspace.
  5. Políticas de sensibilidade: integra etiquetas do Microsoft Purview (se disponível) para rotular assets e aplicar ações automáticas (ex.: restringir downloads para ficheiros classificados como Confidencial).

Erros comuns

Algumas armadilhas frequentes:

  • Dar permissões excessivas: atribuir Owner ou Contributor a utilizadores que só precisam de visualizar leva a riscos de alteração ou partilha indevida.
  • Gerir permissões por utilizador em vez de usar grupos: torna a manutenção insustentável quando a equipa cresce ou muda.
  • Assumir que a partilha interna é segura sem rever etiquetas de sensibilidade: alguns assets nunca devem ser partilhados mesmo internamente sem controlos adicionais.

Como praticar

Pratica estas competências num ambiente de sandbox ou tenant de desenvolvimento. Algumas actividades recomendadas:

  • Criar vários Workspaces e grupos do Azure AD; experimentar diferentes combinações de roles.
  • Configurar partilha externa e testar o comportamento com utilizadores convidados (B2B).
  • Verificar logs de auditoria e Activity Insights para validar quem acedeu a quê.

Para preparação do exame, usa o Practice Assessment OFICIAL gratuito da Microsoft e a study guide oficial (ambos gratuitos). Estas ferramentas oficiais ajudam a identificar áreas para reforçar sem recorrer a material não autorizado.

Em resumo

  • Gerir acesso a Workspaces envolve identidades (Azure AD), roles e políticas de partilha.
  • Usa grupos do Azure AD para escalabilidade e menos erros operacionais.
  • Aplica permissões ao nível do Workspace e, quando necessário, ao nível do asset.
  • Audita regularmente e integra etiquetas de sensibilidade para reforçar controlos de partilha.