Como ativar o Copilot no Microsoft Fabric: passo a passo
O Copilot no Microsoft Fabric permite transformar dados, escrever código e criar visualizações a partir de instruções em linguagem natural, poupando muito tempo às equipas de dados. Para o usar num Notebook, num Dataflow ou num relatório do Power BI, ele tem primeiro de estar ativo no teu tenant e associado a uma capacidade compatível. Ativar o Copilot no Microsoft Fabric com o mínimo de riscos é simples quando se seguem os passos certos.
Pré-requisitos
- Uma capacidade Fabric paga (F2 ou superior) ou uma capacidade Power BI Premium (P1 ou superior). Workspaces Pro e PPU não suportam Copilot diretamente.
- A capacidade tem de estar numa região suportada pelo Copilot.
- Permissões de administrador do Fabric (tenant) — ou de administrador de capacidade, se as definições estiverem delegadas.
- Um workspace atribuído a essa capacidade, onde vais criar os itens que usam Copilot.
Passo 1: Confirmar a capacidade e a região
O Copilot só funciona em workspaces atribuídos a uma capacidade Fabric F2 ou superior (ou P1+). No portal do Azure, abre a tua Fabric capacity e confirma o SKU e a região. Se usas apenas licenças Pro ou PPU, precisas de criar uma Fabric Copilot capacity e atribuir o workspace a essa capacidade. Vale também a pena confirmar, na documentação de disponibilidade por região, que a tua região suporta Copilot — caso contrário, terás de permitir o processamento fora da região no passo seguinte.
Passo 2: Abrir o portal de administração do Fabric
Entra no serviço em app.fabric.microsoft.com com uma conta de administrador. Clica no ícone de definições (a roda dentada, no canto superior direito) e escolhe Admin portal. É aqui que controlas o Copilot para toda a organização. Nota: o Copilot no Fabric está ativado por predefinição; estes passos servem para confirmar as definições ou reativar caso a tua organização o tenha desligado.
Passo 3: Ativar as definições do tenant
Dentro do Admin portal, abre Tenant settings e procura a secção do Copilot. Ativa estas duas definições:
Users can use Copilot and other features powered by Azure OpenAI — liga o Copilot para a organização.
Data sent to Azure OpenAI can be processed outside your capacity's geographic region, compliance boundary, or national cloud instance — necessária se a tua capacidade estiver numa região sem Azure OpenAI.
Boa prática: em vez de ativar para toda a organização, aplica cada definição apenas a grupos de segurança específicos. Assim controlas quem usa o Copilot e evitas consumo inesperado da capacidade.
Passo 4: Verificar as definições de capacidade delegadas
Se a gestão do Copilot estiver delegada aos administradores de capacidade, ativar o tenant não chega. Vai a Capacity settings, escolhe a tua capacidade e ativa também aí a definição Users can use Copilot and other features powered by Azure OpenAI. Sem este passo, os utilizadores dessa capacidade continuam sem ver o Copilot.
Passo 5: Atribuir o workspace e dar acesso
Por fim, garante que o teu workspace está atribuído à capacidade com Copilot ativo (em Workspace settings > License info) e que os utilizadores têm um papel no workspace (Admin, Member ou Contributor). Os itens que usam Copilot — Notebooks, Dataflows, relatórios — têm de estar neste workspace.
Verificar o resultado
Abre um Notebook ou um relatório do Power BI dentro desse workspace e procura o botão Copilot na faixa de opções. Se aparecer o painel do Copilot, está tudo pronto. Para um teste rápido num Notebook, pede algo simples ao Copilot em linguagem natural (por exemplo, "mostra as primeiras 5 linhas da tabela vendas") e confirma que ele gera código como este:
df = spark.read.format("delta").load("Tables/vendas")
display(df.limit(5))
Se o botão não aparecer, aguarda alguns minutos (o Copilot é distribuído gradualmente) e revê os passos 3 e 4.
Conclusão
Com o Copilot ativo e o workspace na capacidade certa, a tua equipa pode gerar código, resumir dados e criar visualizações muito mais depressa. O próximo passo é definir uma política clara de utilização — que grupos têm acesso e como monitorizar o consumo da capacidade — antes de alargar a toda a organização. Já sabes em que região está a tua Fabric capacity e se ela suporta Copilot sem processamento fora da região?