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Carnaxide, Lisboa

Como usar o Copilot no Fabric para escrever SQL no Warehouse

João Barros 06 de July de 2026 4 min de leitura

O Copilot no Microsoft Fabric transforma uma pergunta em linguagem natural numa consulta T-SQL pronta a correr, diretamente no editor do Data Warehouse. Para quem está a começar em SQL, é uma forma rápida de chegar à consulta certa; para quem já domina a linguagem, acelera a escrita do dia a dia. A seguir fica o passo a passo para escrever SQL com o Copilot no Warehouse do Fabric, desde ativar a funcionalidade até validar o resultado.

Pré-requisitos

  • Uma capacidade Fabric paga (F2 ou superior, ou P1) atribuída à área de trabalho.
  • A definição de Copilot ativada no portal de administração do Fabric pelo administrador do tenant.
  • Um Warehouse já criado, com pelo menos uma tabela com dados.
  • Permissões para criar e executar consultas nesse Warehouse.

Passo 1: Ativar o Copilot no Fabric

O botão do Copilot só aparece quando a área de trabalho está numa capacidade F2 (ou superior) ou P1 e a funcionalidade está ligada. No portal de administração do Fabric, abra as Definições do tenant e ative as opções de Copilot. Se o tenant ou a capacidade estiverem fora dos EUA ou da França, o Copilot está desativado por predefinição — nesse caso, o administrador tem de permitir o envio de dados para o serviço Azure OpenAI. Sem estes dois passos, o botão do Copilot não fica visível no editor.

Passo 2: Abrir o Warehouse e o painel do Copilot

Na área de trabalho, abra o seu Warehouse e clique em Nova consulta SQL para abrir o editor. Na barra de ferramentas superior, clique no botão Copilot para abrir o painel de conversação do lado direito. É neste painel que vai escrever as perguntas em linguagem natural e receber as consultas geradas.

Passo 3: Gerar SQL a partir de uma pergunta

No painel do Copilot, descreva o que precisa por palavras suas e, sempre que souber, mencione os nomes das tabelas e das colunas. Por exemplo, pode escrever:

Mostra o total de vendas por país no ano de 2025, ordenado do maior para o menor.

O Copilot devolve uma consulta T-SQL semelhante a esta, que pode inserir no editor com um clique em Inserir código:

SELECT
    c.country AS pais,
    SUM(s.amount) AS total_vendas
FROM sales AS s
JOIN customers AS c ON c.customer_id = s.customer_id
WHERE YEAR(s.order_date) = 2025
GROUP BY c.country
ORDER BY total_vendas DESC;

Reveja sempre os nomes das tabelas e das colunas. O Copilot apoia-se no esquema do Warehouse, mas, se a pergunta for ambígua, pode assumir nomes que não existem. Quanto mais claro for o pedido, melhor é a consulta gerada.

Passo 4: Usar a conclusão de código com comentários

Além do painel, o Copilot oferece conclusão de código enquanto escreve no editor. Comece uma consulta e deixe um comentário iniciado por -- a descrever a intenção; o Copilot sugere o resto em texto esbatido (ghost text). Prima Tab para aceitar a sugestão.

-- top 5 produtos com maior receita em 2025
SELECT TOP (5)
    p.product_name,
    SUM(s.amount) AS receita

À medida que continua, o Copilot completa as cláusulas FROM, JOIN e GROUP BY por si. A conclusão de código funciona com comandos DDL, DQL e DML, por isso também ajuda a criar tabelas ou a inserir dados, não apenas a consultar.

Passo 5: Rever e executar a consulta

Antes de correr, leia a consulta de cima a baixo e confirme que os filtros e as junções fazem sentido. Quando estiver satisfeito, clique em Executar (ou prima F5) para ver os resultados na grelha. Se algo não bater certo, torne a pergunta mais específica no painel do Copilot — por exemplo, indicando o nome exato da tabela ou o período que pretende.

Verificar o resultado

O resultado está correto quando a grelha devolve as colunas que pediu e os valores fazem sentido face ao que conhece do negócio. Uma boa validação é comparar um total (por exemplo, o total de vendas do ano) com um número que já conheça de outro relatório. Se a contagem de linhas parecer estranha, reveja os filtros da cláusula WHERE e as condições de JOIN que o Copilot gerou — é aí que costumam estar as diferenças.

Conclusão

Em poucos passos, passou de uma pergunta em português para uma consulta T-SQL válida e pronta a executar no Warehouse do Fabric. O passo seguinte é guardar as consultas mais úteis como vistas e experimentar pedidos mais exigentes, com várias junções e agregações. Qual vai ser a primeira pergunta que vai fazer aos seus dados com o Copilot?