AI-901: criar e gerir pipelines de inferência com Microsoft Foundry
Vou explicar como conceber e gerir um pipeline de inferência no Microsoft Foundry — uma competência prática do AI-901 que aparece na secção de Implementar soluções de IA com o Microsoft Foundry. Saber montar pipelines é essencial para transformar modelos (LLMs, visão, etc.) em serviços fiáveis e escaláveis em produção.
O que precisas de saber
Um pipeline de inferência é a sequência de passos que processa input do utilizador e devolve output do modelo. No Foundry, um pipeline junta módulos (components) que fazem pré-processamento, chamada ao modelo, pós-processamento e lógica de negócio. O objetivo é garantir que o fluxo é repetível, rastreável e ajustável sem alterar o modelo subjacente.
Exemplo simples: uma aplicação de resumo de texto. Um pipeline típico tem: (1) receção do texto; (2) limpeza e truncamento; (3) chamada ao LLM; (4) filtragem/normalização do resultado; (5) registo de eventos (logging) e retorno. No Foundry, cada passo pode ser um component independente ligado numa sequência de execução.
Como funciona
Principais conceitos e responsabilidades dentro do Foundry:
- Components: unidades de processamento reutilizáveis (podem ser código, ligadores ou modelos).
- Pipelines: orquestram components, definindo ordem, paralelismo e entradas/saídas.
- Endpoints de inferência: pontos expostos para clientes chamarem o pipeline como serviço.
- Gestão de versões: controlar versões de components e pipelines para rollback e reprodutibilidade.
- Observabilidade: métricas, logs e tracing para monitorizar latência, taxas de erro e custos.
Num pipeline podes ainda definir políticas de retry, timeouts e limitação de taxa (rate limiting) para proteger o serviço e controlar custos. A orquestração deve prever falhas em components externos (ex.: API do modelo) e ter caminhos alternativos ou mensagens de erro amigáveis.
Na prática
Aqui tens um passo-a-passo prático, simplificado, para criar um pipeline de inferência de texto no Foundry. As interfaces concretas podem variar, mas o fluxo conceptual é aplicável.
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Definir o requisito: por exemplo, "resumir artigos de notícias em 3 frases". Define inputs, outputs e SLAs (latência aceitável).
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Criar components:
// Component: preprocess function preprocess(input) { // remover caracteres indesejados // truncar a N tokens para evitar custos excessivos return cleanedText; } // Component: callModel async function callModel(cleanedText) { // chamar o LLM via SDK/endpoint do Foundry // incluir parâmetros: temperatura, max_tokens return modelResponse; } // Component: postprocess function postprocess(modelResponse) { // extrair texto, normalizar espaços, garantir 3 frases return summary; }Cada componente pode ser implementado como script ou contentor e registado no Foundry.
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Orquestrar no pipeline: liga preprocess → callModel → postprocess. Define timeouts e retries no componente callModel (ex.: 2 retries com backoff exponencial).
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Configurar endpoint: define autenticação, throttling e quotas por utilizador. Publica um endpoint HTTP/REST que executa o pipeline.
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Adicionar observabilidade: instrumenta cada component para enviar métricas (latência, erros) e logs estruturados para OneLake/monitorização.
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Testar e validar: faz testes unitários aos components e testes end-to-end com inputs reais. Mede custos por chamada e ajusta truncamento/parametrização do modelo.
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Gestão de versões: sempre que alterares um componente ou parâmetros do modelo, cria uma nova versão do pipeline e conserva a antiga para rollback.
Erros comuns
- Ignorar limites de tokens ou custo: enviar texto muito longo para o modelo sem truncar pode disparar custos e erros de quota. Define pré-processamento que controla o tamanho da entrada.
- Falta de observabilidade: não instrumentar o pipeline impede diagnosticar latências e falhas; sem métricas não sabes onde optimizar.
- Acoplar demasiado lógica ao modelo: decisões de negócio incorporadas no prompt ou no modelo tornam as iterações pesadas. Mantém transformação e validação fora do modelo quando possível.
Como praticar
Pratica criando vários pipelines simples no ambiente de treino do Foundry ou num sandbox: experimenta com LLMs para geração, com modelos de visão para classificação e com components de filtragem. Para preparar o exame, utiliza o Practice Assessment oficial e gratuito da Microsoft para AI-901 e a study guide oficial (ambos gratuitos). Estes recursos ajudam-te a confirmar que dominas os conceitos sem recorrer a materiais proibidos.
Em resumo
- Pipelines de inferência no Foundry encadeiam components para pré-processamento, chamada ao modelo e pós-processamento.
- Instrumentação, gestão de versões e configuração de endpoints são essenciais para produção fiável.
- Truncamento de input, retries e limites de taxa protegem contra custos elevados e falhas.
- Pratica com sandboxes e confere o Practice Assessment oficial e a study guide da Microsoft — são gratuitos e recomendados.