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Carnaxide, Lisboa

DP-700: como gerir catálogos de dados no Fabric

João Barros 19 de September de 2026 4 min de leitura

Vou ensinar a competência de gerir catálogos de dados no Microsoft Fabric, uma habilidade relevante para o exame DP-700 e crítica na prática para organizar, descobrir e governar ativos de dados numa solução de analytics.

O que precisas de saber

O catálogo de dados (data catalog) no Fabric centraliza metadados e descrições dos ativos: tabelas, views, datasets, dataflows e pipelines. Um catálogo bem gerido permite descoberta rápida, compreensão do linaje (data lineage), classificações de sensibilidade e políticas de acesso. No contexto do DP-700, espera‑se que percebas como publicar ativos no catálogo, manter descritores (tags, descrições, business glossary) e usar o linaje para suportar auditoria e análise de impacto.

Exemplo simples: tens uma tabela de vendas criada por um notebook ou pipeline. Publicar essa tabela no catálogo inclui adicionar uma descrição, indicar o proprietário, aplicar uma etiqueta de sensibilidade (ex.: "Confidencial") e assegurar que o linaje aponta para a fonte original (Dataflow X) e para os consumidores (Power BI dataset Y). Isto melhora a confiança e facilita reacções a mudanças.

Como funciona na prática

A gestão do catálogo no Fabric envolve três áreas práticas: registar e descrever ativos, gerir o business glossary e usar o linaje para análise de impacto. Segue um passo a passo conciso para uma tabela criada em Warehouse/OneLake:

  1. Publicar o ativo: ao criar uma tabela em Warehouse ou ao registar um dataset em Power BI/Fabric, escolhe a opção para publicá‑lo no catálogo. Isto adiciona metadados básicos (nome, tipo, localização).
  2. Editar metadados: abre o item no Data Catalog e adiciona uma descrição clara, o proprietário (contacto), contactos técnicos e uma data de validade se aplicável. Ex.: "Tabela vendas_diarias: vendas por loja; propriet.: ana.silva@acme.local".
  3. Classificar com etiquetas e sensibilidade: aplica etiquetas de negócio e classificações (PII, Confidencial, Público). Estas etiquetas integram‑se com políticas de acesso e encriptação.
  4. Vincular ao business glossary: associa colunas ou o próprio ativo a termos do dicionário de negócio (ex.: "TotalVendas" -> "Receita Bruta"). Isto promove consistência semântica entre equipas.
  5. Verificar e publicar linaje: confirma os passos de processamento que produziram o ativo — escolhas de ingestão, transformações e consumos. O linaje automático é geralmente gerado, mas valida‑o manualmente para garantir precisão.

Exemplo de ação rápida (pseudo‑steps no portal Fabric):

// No portal Fabric
1. Navega até Data > Data catalogue
2. Seleciona a tabela 'vendas_diarias'
3. Edit metadata -> Description: "Vendas por loja (agregado diário)"
4. Add tag -> Sensitivity: "Confidencial"
5. Link to glossary term -> "Receita Bruta"
6. Review lineage -> confirmar origem: Dataflow_X, transform: Spark_Notebook_Y

Erros comuns

1) Não actualizar metadados depois de alterações: muitos utilizadores publicam o ativo mas não actualizam descrição, colunas removidas ou transformação, levando a linaje obsoleto e decisões erradas.

2) Etiquetagem inconsistente: usar etiquetas livres sem um padrão do business glossary faz com que diferentes equipas interpretem termos distintamente — prejudica governabilidade e políticas de acesso automáticas.

3) Confiar apenas em detecção automática de linaje: o linaje automático nem sempre capta transformações complexas (scripts personalizados). É importante validar e, se necessário, documentar manualmente os passos críticos.

Como praticar

Pratica criando e a gerir ativos num ambiente Fabric: cria uma tabela simples a partir de um CSV em OneLake, publica‑a no catálogo, cria termos no business glossary e liga‑os. Usa o painel de linaje para traçar dependências entre a fonte (Dataflow) e os consumidores (Power BI). Para preparação para o exame, utiliza o Practice Assessment OFICIAL e gratuito da Microsoft e a study guide oficial — ambos gratuitos e actualizados pela Microsoft. Estes recursos ajudam a alinhar a tua prática com as skills measured sem reproduzir questões do exame.

Em resumo

  • O catálogo no Fabric centraliza metadados, etiquetas e linaje para melhorar descoberta e governação.
  • Publicar, descrever e ligar ativos ao business glossary são passos práticos essenciais.
  • Valida sempre o linaje automático e mantém metadados actualizados para evitar decisões erradas.
  • Pratica no portal Fabric e consulta o Practice Assessment oficial e a study guide da Microsoft (gratuitos) para preparar o DP-700.