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Carnaxide, Lisboa

DP-700: como validar e testar pipelines de dados em Fabric

João Barros 11 de September de 2026 4 min de leitura

Vou ensinar como validar e testar pipelines de dados em Microsoft Fabric — uma competência essencial no DP-700. Saber testar correctamente pipelines (Dataflows, Synapse pipelines e Notebooks) reduz falhas em produção, assegura a qualidade dos dados e é frequentemente avaliado nas competências sobre implementar e gerir soluções de analytics.

O que precisas de saber

Validar e testar pipelines significa garantir que cada etapa de ingestão e transformação produz o resultado esperado, com dados correctos, completos e no formato desejado. Isto envolve testes de unidade (pequenas transformações), testes de integração (cadeias de actividades) e testes de regressão (assegurar que alterações não quebram fluxos existentes).

Exemplo prático: tens um pipeline que lê ficheiros CSV do OneLake, aplica transformações em Dataflow e carrega para uma tabela Delta. Testar significa verificar que:

  • O conector lê todos os ficheiros esperados e lida com ficheiros corrompidos.
  • As transformações (limpeza de colunas, tipos, junções) produzem valores coerentes e sem perda de linhas críticas.
  • Os dados carregados na tabela Delta mantêm esquema e partições esperadas e as actualizações incrementais funcionam.

Como funciona — passo-a-passo prático

Segue um fluxo de trabalho simples que podes aplicar a qualquer pipeline em Fabric:

  1. Isolar unidades de trabalho

    Identifica passos atomizados: leitura, limpeza, agregação, junção e escrita. Cada unidade deve poder ser testada separadamente no ambiente de desenvolvimento.

  2. Criar cenários de dados de teste

    Usa amostras representativas: casos normais, valores nulos, formatos inválidos e limites (datas extremas, strings longas). Guarda estes ficheiros de teste em OneLake numa pasta separada para reutilizar.

  3. Testes de unidade com Notebooks ou Dataflow debug

    Executa transformações num Notebook (PySpark/Scala) ou no designer de Dataflow com os ficheiros de teste. Verifica resultados com assertivas simples.

    # Exemplo em PySpark (Notebook)
    from pyspark.sql.functions import col
    
    df = spark.read.csv("/OneLake/tests/input.csv", header=True)
    # transformação
    out = df.filter(col('amount').isNotNull()).withColumn('amount', col('amount').cast('double'))
    # assertivas simples
    assert out.count() == 100  # esperado
    assert out.filter(col('amount') < 0).count() == 0
    
  4. Testes de integração

    Executa o pipeline completo no ambiente de desenvolvimento apontando para os dados de teste. Valida assinaturas (esquema), contagens de linhas e valores-chave nas tabelas de destino.

  5. Validação de esquema e contratos

    Verifica que o esquema dos dados de saída cumpre um contrato (nomes, tipos obrigatórios). Para tabelas Delta, verifica metadados e partições.

  6. Automatizar testes

    Cria jobs de validação que corram após deployments (CI/CD). Usa pipelines de Synapse/DevOps para executar Notebooks de teste e fazer falhar o deployment se as assertivas não passarem.

  7. Monitorização e testes regressivos

    Antes de cada alteração, executa a suite de testes de regressão. Regista resultados e compara métricas (linhas processadas, percentagem de nulos, tempos de execução).

Na prática — exemplos de checks que deves implementar

Algumas verificações concretas que deves automatizar:

  • Contagem de linhas antes/depois das transformações e diferença aceitável (ex.: no máximo 1% de perda).
  • Contagem de valores nulos por coluna crítica e alertas quando ultrapassam um limiar.
  • Validação de tipos (ex.: colunas numéricas não contêm textos).
  • Verificação de duplicados em chaves de negócio.
  • Checks de integridade referencial simples entre tabelas carregadas.

Erros comuns

  • Não testar com dados representativos: usar apenas um pequeno ficheiro perfeito e ignorar casos reais (nulos, formatos inválidos).
  • Confiar apenas em testes manuais: não automatizar assertivas leva a regressões quando o pipeline muda.
  • Ignorar contratos de esquema: assumir que o esquema nunca muda e só detetar problemas em produção.

Como praticar

Pratica criando pipelines simples em Fabric (Dataflow, Synapse pipelines e Notebooks) e implementa a sequência de testes descrita. Usa dados fictícios com casos limite e integra os scripts de teste no processo de deployment.

Para preparação para o exame DP-700, consulta o Practice Assessment OFICIAL da Microsoft (gratuito) e a study guide oficial (gratuita). Estes recursos ajudam a perceber as áreas medidas; não substituem a prática activa com pipelines reais.

Em resumo

  • Testar pipelines envolve testes de unidade, integração e regressão para garantir a qualidade dos dados.
  • Automatiza assertivas simples (contagens, nulos, tipos, duplicados) e integra-as no CI/CD.
  • Usa dados de teste representativos e valida contratos de esquema antes do deployment.
  • Monitoriza métricas e executa testes regressivos sempre que o pipeline for alterado.