Como criar um shortcut no Lakehouse do Microsoft Fabric
Os atalhos (shortcuts) do OneLake permitem referenciar dados guardados noutro sítio — como o Azure Data Lake Storage Gen2, o Amazon S3 ou outro Lakehouse — diretamente dentro do seu Lakehouse do Microsoft Fabric, sem copiar nem duplicar um único ficheiro. Desta forma evita cópias desatualizadas, poupa armazenamento e trabalha sempre sobre a versão mais recente dos dados. A seguir mostramos como criar um shortcut no Lakehouse do Microsoft Fabric em poucos minutos.
Pré-requisitos
- Um workspace do Microsoft Fabric com capacidade ativa (serve a avaliação gratuita).
- Um Lakehouse já criado nesse workspace.
- Acesso à origem dos dados: por exemplo, uma conta de Azure Data Lake Storage Gen2 com um contentor, ou outro Lakehouse no mesmo tenant.
- Permissões para autenticar na origem (conta organizacional, chave de conta, SAS ou service principal).
Passo 1: Abrir o Lakehouse e iniciar um novo shortcut
No seu workspace, abra o Lakehouse onde quer criar o shortcut. No explorador à esquerda vai ver duas áreas: Tables (tabelas) e Files (ficheiros). Passe o rato sobre a área onde quer o atalho, clique nos três pontos (...) e escolha New shortcut. Coloque o atalho em Files para dados em bruto (CSV, Parquet, pastas) ou em Tables se a origem já for uma tabela Delta.

Passo 2: Escolher a origem — OneLake ou externa
A janela New shortcut apresenta dois grupos de origens. O Microsoft OneLake serve para apontar para dados de outro Lakehouse ou Warehouse dentro do mesmo tenant. As origens externas incluem o Azure Data Lake Storage Gen2, o Amazon S3, o Google Cloud Storage e o Dataverse, entre outras. Escolha a opção adequada ao local onde os dados vivem hoje.
Um shortcut é apenas um apontador: os dados nunca são movidos nem copiados. Se o ficheiro mudar na origem, a alteração fica imediatamente visível no Lakehouse.
Passo 3: Criar um shortcut para o Azure Data Lake Storage Gen2
Selecione Azure Data Lake Storage Gen2. No campo de URL, indique o endpoint DFS da sua conta de armazenamento, no formato:
https://suaconta.dfs.core.windows.net
De seguida, crie ou escolha uma ligação (connection) e o método de autenticação — por exemplo, conta organizacional, chave de conta ou SAS. Depois de ligar, navegue até ao contentor e à pasta que quer expor, dê um nome ao atalho (por exemplo, vendas_externas) e confirme. O shortcut aparece como uma pasta dentro de Files, mas os dados continuam a residir na conta ADLS.
Passo 4: Criar um shortcut interno com o OneLake
Para reaproveitar dados que já estão no Fabric, escolha Microsoft OneLake na janela do atalho. Selecione o Lakehouse ou Warehouse de origem, navegue até à tabela ou pasta pretendida e confirme. É a forma ideal de partilhar uma tabela gold entre equipas sem a duplicar: cada projeto lê o mesmo dado a partir de um único ponto de verdade.
Verificar o resultado
Depois de criar o shortcut, ele fica visível no explorador do Lakehouse como uma pasta (em Files) ou como uma tabela (em Tables). Para confirmar que os dados são legíveis, abra um notebook associado ao Lakehouse e leia o caminho relativo do atalho:
df = spark.read.parquet("Files/vendas_externas/")
df.show(5)
Se a origem for uma tabela Delta colocada em Tables, pode consultá-la logo pelo SQL analytics endpoint do Lakehouse:
SELECT TOP 10 * FROM vendas_externas;
Ver as linhas devolvidas confirma que o atalho está bem configurado e com as permissões corretas.
Conclusão
Com um shortcut no OneLake passou a ter dados de várias origens acessíveis a partir de um único Lakehouse, sem os copiar e sempre atualizados. A partir daqui, experimente combinar vários atalhos num modelo em estrela, ou ligue o SQL analytics endpoint ao Power BI para criar relatórios em modo Direct Lake. Que fonte de dados da sua organização faria mais sentido expor primeiro através de um atalho?