Ter stock a mais imobiliza dinheiro em prateleiras; ter a menos perde vendas e clientes. No meio está a previsão de procura — a arte, cada vez mais científica, de antecipar quanto se vai vender para comprar e armazenar na medida certa.
O custo de adivinhar mal
Sem previsão, a logística funciona por instinto: encomenda-se "como no ano passado" e reage-se a ruturas quando já é tarde. O resultado são armazéns cheios do que não sai e vazios do que os clientes querem. Ambos os erros custam — um em capital parado, outro em vendas perdidas.

O que a previsão de procura usa
- Histórico de vendas: a base — padrões por produto, loja e período.
- Sazonalidade: picos previsíveis (Natal, verão, início de aulas) que se repetem.
- Tendência: produtos a crescer ou a cair de forma sustentada.
- Fatores externos: promoções, feriados, tempo, eventos que alteram a procura normal.
De médias simples a modelos preditivos
Muitas empresas ainda preveem com uma média dos últimos meses — melhor que nada, mas cega à sazonalidade e à tendência. Modelos analíticos aprendem esses padrões e ajustam-se: separam o pico de Natal do nível normal, detetam o produto em queda antes de encher o armazém dele. Não precisam de ser complexos para valerem a pena.
O ganho real
Boa previsão de procura significa menos stock parado, menos ruturas, menos entregas urgentes caras e clientes que encontram o que procuram. É um dos casos em que os dados pagam-se sozinhos em poucos meses.
Na prática
Começa pelos produtos que mais pesam no teu inventário (a regra 80/20 costuma aplicar-se) e melhora a previsão desses primeiro. Não precisas de prever tudo com perfeição — precisas de errar menos onde mais custa. Quais são os produtos onde uma previsão melhor te pouparia mais dinheiro?